Tuesday, November 13, 2007

Este é que é, afinal, o Mestre da Culinária!

Sim, o nosso amigo Leonardo da Vinci, que encontrou coisas mais relaxantes às quais se dedicar, do que andar sempre a inventar códigos secretos.
É que isso deixa a cabeça a andar um bocado à roda, e se nós queremos realmente isso, que forma mais divertida haverá que cozinhar aromáticos cogumelos alucinogénicos e depois ingeri-los alegremente?
Bem, não é essa receita específica que irei fornecer aqui neste blog, que nunca se sabe se a PIDE ainda está activa, ou se no CIA percebem Português…
Mas têm direito a outras coisas inspiradas do Mestre…

FRITOS DE MERGULHÃO E OUTRAS RECEITAS, INCLUSIVE EMPADA DE CABEÇA DE CABRA, QUE SE SERVE A PESSOAS POBRES E GENTE BOÇAL

Cozinhe-se um mergulhão – que é um passareco pequeno, alegadamente “o mais saboroso dos pássaros de pequena dimensão” – nos seus próprios molhos, passando-o depois por um polme ligeiro e colocando-o num tacho com banha a ferver durante apenas meio minuto.
Segundo consta, fica estaladiço (também, pudera, com tanto ossito…) e pronto para ser passado por mel e pimenta antes de ser comido.
Tendo em conta os hábitos de higiene da época, mesmo entre pessoas de classes mais elevadas, pensamos automaticamente: “Que javardos!!”

Para fazer POLENTA COM PÉZINHOS DE PORCO E QUEIJO DE MÂNTUA, estende-se a polenta numa camada fina numa prancha de mármore e recortam-se pequenas formas que se recheiam com os pezinhos cozidos (atentem – são os pezinhos do porco!!) e cortados em fatias e com o queijo.
Depois, colocam-se essas pequenas empadas na frigideira e fritam-se em banha até estarem douradas e estaladiças.

E agora o momento de mais animação que vamos ter na nossa cozinha nos próximos anos!

Dividir a cabeça de cabra em duas metades no sentido do comprimento.

Esperem! Ainda há mais!!

Retirar-lhe os miolos e a língua.

Fantástico!!!

Ferver as partes restantes em água à qual se acrescentou uma singela cenourita e um delicado pézito de cerefólio.
Passadas 3 horas, colocá-las juntamente com a totalidade do líquido num recipiente forrado com uma camada de polenta dura, fechando-o depois com uma tampa da mesma massa.
Servir com um molho verde obtido com os miolos e a língua finamente picados e cozidos com o dobro do seu peso em flor de salsa. (isto deve contribuir para que o molho fique verdadeiramente VERDE!! Se tiver um sentido de humor distorcido, pode achar graça a enfeitar com 2 folhinhas de hortelã!)



1 comment:

maria ostra said...

Ui, que medo!!!!! :D