Monday, November 27, 2006

Diz que é uma espécie de cabala...

A Teoria da Conspiração

Vamos supor que um senhor – fictício, é óbvio – empresário, conselheiro de alguns presidentes, director de sociedades desportivas, Doutor, Engenheiro, Professor, trolha, stripper nos tempos livres, investigador de desvios intestinais, massagista chinês, grande vidente e arrumador de chassos ali no Largo da Anunciada em noites de espectáculo no Coliseu e no Politeama, tem um certo e determinado problema com a justiça, digamos, por exemplo, com o arresto dos seus bens na sua mansão, digo, humilde casa, digamos, por exemplo, em Cascais, e outras coisas de menor interesse, como acusações de burla a várias pessoas, venda ilegal de mezinhas em pó na Feira da Ladra (num cantinho ao pé do Tribunal, sem pagar a respectiva taxa camarária), roubo do protagonismo nos principais noticiários da televisão portuguesa, bem como no Destak e no 24 horas, tentativa de roubo (não consumado, porém) do lugar de José Castelo Branco como domador de tigres no Circo Chen e de Júlia Pinheiro no “Berra estridentemente por mim”, e outras coisas que não lembram nem ao pirum de Natal.
Podemos dar a esse senhor o nome, por exemplo, de Sr. V.
Neste caso específico, o Sr. V. foi constituído arguido de um processo, acusado de ter embolsado, indevidamente, por burla a um jogador de futebol bastante conhecido que também dá uma perninha no boxe, e a um clube em que este esteve, identificado com o símbolo de um leão, uma sumarenta quantia com muitos zeros a seguir a um 5.
Ora, se o Sr. V. não recebeu, efectivamente, esse dinheiro, em nenhuma das contas bancárias em seu nome, colocando-as generosamente bem à vista, onde poderá andar a passear essa verba, afinal?
O blog da moda descortinou algumas das hipóteses, com a ajuda de uma gata mau feitio e um cálicezito de ginjinha do Quo Vadis!
1 – na conta bancária da humilde e ligeiramente atrasada esposa do Sr. V.
2 – na conta bancária da senhora sua mãe
3 – na conta bancária de um sobrinho taxista que mora na Suiça e que trabalha 18 horas por dia
4 – no bucho do pirum que vai ornamentar a mesa da família V. este Natal, docemente acarinhado pela Sra. V. com cálicezitos de Vinho do Porto, ginjinhas em chávena de chocolate e shots de absinto puro
5 – estoirado em espectáculos com prostitutas que fizeram papéis secundários nos Morangos com Açúcar
6 – investidos no CCB, com um nome falso
7 - patrocínio de episódios hardcore do CSI - com sangue e isso

De qualquer forma, o nosso amigo Sr. V., conseguiu a muito custo, mas de um dia para o outro, reunir uma modesta quantia com muitos zeros à frente de um certo número, para pagar a sua fiança, e está de novo a desfrutar a sua doce e ligeiramente atribulada liberdade!
Esperamos que o seu robe não tenha sido também confiscado...

3 comments:

biodesagradaveis said...

não sei a quem te referes ... mas deixa la pensar:
1 - vigarista
2 - tem ar de parolo que diz "pirum"
3 - stripper nas horas livres
4 - vigarista

humm ... só se for o josé veiga .. se nao for ele não tou a ver quem possa ser o sr V.

APC

maf said...

Bem, talvez lhe tenham confiscado o robe...
Assim como assim o homem não vai sentir falta da coisa, pois se por acaso o conseguirem acusar comprovando o lugar do dinheiro em algum lado, ele sempre pode fugir (ai, fugir não... descansar!!), para o Brasil e depois candidatar-se a uma câmara municipal qualquer e ser aclamada a sua vinda a Portugal...
Por isso acho sinceramente que ele não vai notar a falta do tal robe...

Maria Ostra said...

Na minha(conta) é que não é! Poxa!